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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



Parabéns, Clint

por Rogério Costa Pereira, em 31.05.10
O melhor dos melhores faz hoje 80 anos.

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publicado às 21:22

Sobre Manuel Alegre

por Isabel Moreira, em 31.05.10

Ninguém escreve como o Val: "É extraordinário que uma figura responsável por dificuldades acrescidas na governação e perda de votos no partido, a qual chegou a ameaçar criar um partido concorrente só para perseguir uma patética vanglória, seja eleita como modelo que merece ser o Supremo Magistrado da Nação. Extraordinário e inaceitável para quem não deve fidelidade de voto".


Como escapar a esta afirmação?

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publicado às 10:41

Também ao Domingo

por Isabel Moreira, em 30.05.10







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publicado às 22:18

..era tudo menos prioritário. Eu ando baralhada. Desde que o CPMS foi promulgado, todos, mas todos os dias, leio notícias, artigos de opinião, textos em vários blogues de gente a retirar consequências gravíssimas do acto de Cavaco. Hoje dei com esta: há muitas pessoas, atenção, centenas de pessoas que telefonam a Isilda Pegado. Mais: Isilda Pegado deixa perceber que ela própria já foi incentivada aventurar-se numa candidatura a Belém.


Se algum dia der com uma recolha de assinaturas para o efeito, assino sem hesitação.  

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publicado às 09:02


Aquela luz em cima? É nyc, pois claro! *

por Rogério Costa Pereira, em 30.05.10


* Mentira! É a subida para o Castelo de Penha Garcia, com o sol de frente, ontem à tarde!

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publicado às 01:22


Só sei que tudo sei

por Rogério Costa Pereira, em 30.05.10
Penha Garcia, subida ao Castelo

Dia-sim, dia-sim, vou além da minha taprobana, a mesma que decidi ser a vossa – e o mínimo que vos exijo. Quem se devia do meu virtuoso pensar, reconhecido por sondagens à boca-de-urna, leva com a guilhotina que cai de forma selecta do meu mui douto umbigo. Pára!, devias ter vergonha dessa letra, dessa maiúscula, desse ponto que puseste final [.], quando todos os pensantes (eu) o sabem ponto e vírgula [;]. Faço provedoria take-away porque sou boa pessoa e me envergonha o vosso existir (a notório meio-metro do meu) – doses e meias-doses, para quem queira saber tudo ou apenas metade. Sou o remédio óbvio e necessário ao mundo que se desvia do trilho que me dei ao trabalho de (vos) traçar. Nunca erro e quando me engano logo integro o desacerto no livro de estilo do meu pensar – como se sempre lá tivesse estado. Se tropeço numa pedra, foi a pedra que tropeçou em mim. De longe em longe, penso que talvez tenha mal traçado, mas o orgulho do Adamastor que me faz (ou eu a ele) impede-me de deixar avançar além o ser ralé – ou aquém, depende da perspectiva. Sou o Houaiss universal. Certo que nem cebola suíça, digo: quem não vai por mim, não está cá bem (no mundo). Existo para além da montra, assim mo digo. Quando acordo, ouço a voz iluminada e trovejante que me impele: além, escolhido, além. Pastoreia-os!, és a luz!


“Quando alguém diz que já sabe, eu já tenho uma imensa discordância em potência”, Christopher Hitchens, "Pessoal... e Transmissível"


(também aqui)

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publicado às 00:08


Um blogue agora?

por Rogério Costa Pereira, em 29.05.10

Horas extraordinárias


"(...) Daí ter decidido criar este blogue."


Maria do Rosário Pedreira

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publicado às 22:29


# 7 Penha Garcia

por Rogério Costa Pereira, em 29.05.10



#1 Marechal Carmona (Idanha-a-Nova) | #2 Almeida | #3 Monsanto | #4 Sortelha | # 5 Idanha-a-Velha | # 6 Linhares

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publicado às 20:27

Da cobardia e da coragem

por Isabel Moreira, em 28.05.10

Começa, desde logo, pela escravatura da gramática. Pela escolha das palavras. Eis o início da cobardia ou do medo de se dizer o que se é, o que se pensa, por causa daquilo que tem um nome: consequências. Numa pátria de gramática, a cobardia é uma cobra, os cobardes são escravos da língua, encostamo-nos para trás ao fim de um dia de opiniões e o ar está poluído de silêncios, isto é, do ruído enorme das palavras subsidiárias, as que acautelam as malditas consequências, as que asseguram que não se criam inimigos, as que não afunilam oportunidades futuras de convívios, desde logo profissionais. Eis então o silêncio desse ruído, todos os dias.


Nos murmúrios das mesas de café, dezenas de afirmações categóricas, dedos em riste, tanta gente afirmativa, tanta gente de peito aberto às balas, mas, depois, as faces desses murmúrios dão a sua fotografia aos textos que as desmentem, às intervenções que as integram no sistema dos bons costumes, faces sorridentes em apertos de mãos aos inimigos dos murmúrios das vésperas secretas, tudo assegurado, os amigos oportunos, os convívios para o que possa ser, os empregos de amanhã.


Há quem não tenha medo de uma máquina que não perdoa essa falta de medo passem os anos que passarem. Em bom rigor, há quem viva, mesmo, sem uma película de plástico transparente, porque genuinamente pensa, diz, escreve e fala sem a percepção de um sistema que regista, que pune, que cobra e que demite.


Os loucos, livres, ingénuos, na verdade, corajosos na vida pública porque o são numa mesa de café como o são na defesa de um amigo que leva uma facada numa esquina, são gente pouco atenta à manipulação dos cobardes com vestes de gente brava. São como as crianças recrutadas para os exércitos. Motivam-nos para darem a cara, para escreverem, para dizerem, para gritarem, aplaudem-nos em telefonemas privados, dão sugestões, dizem do que diriam no seu lugar, mas reservam esse lugar para os tais loucos, loucos de tão livres, que se esquecem, ou não sabem sequer pensar sobre isso, que cada palavra tem um preço, que cada intervenção assertiva cria um inimigo, que cada luta desinteressada interessa a alguém e é sempre olhada como interessada por tantos outros.


Os loucos de tão loucos pela liberdade caracterizam-se pela generosidade. Não sabem dizer não a qualquer pedido no qual vejam justiça. Emagrecem até ao limiar dos ossos pelos outros, se for necessário, e um dia, às vezes, acordam no espantoso acontecimento de um pedido deles não ser atendido pelo camarada, descobrem com a mesma perplexidade de um navegador que a bitola ética do outro não é a sua, verificam que há vinte portas fechadas por causa de uma denúncia justa, ligam para quarenta caixas de mensagens, encontram, enfim, um outro silêncio, o seu preço, e esse dá pelo nome de solidão.


É aí, nesse lugar, nesse lugar que é uma doença, a doença que predomina todas as doenças, a solidão, que o louco pela liberdade faz uma escolha: descobre o polvo que o rodeia e avança com os passos de sempre ou adere à poluição dos silêncios e junta-se em mesas de cafés, com a sua acutilância, de dedo em riste, denunciando as injustiças, as corrupções, as mentiras, murmurando-as, portanto, mas escorrendo-as no dia seguinte subordinado à gramática do compromisso, a ver se assegura portas abertas, chamadas atendidas, convívios sociais, amigos que dão jeito, trabalhos futuros.


Quando, nesse lugar, nesse lugar doloroso, mas de amadurecimento, o louco pela liberdade, o anterior ingénuo que tinha por normal não sofrer por carregar apenas a sua consciência, escolhe subordinar a gramática e não se subordinar a ela, escolhe riscar a palavra consequências do seu dicionário de convicções, temos um corajoso.


Em seu redor, um degelo. Ficarão poucos; os que contam. Mas, recordando Shakespeare, ele experimentará a morte apenas uma vez na vida. Já os cobardes, esses morrem várias vezes antes da sua morte.


 

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publicado às 12:22

Achados (i)

por Isabel Moreira, em 27.05.10

Sorrir. Sorrir com benevolência. Apenas isso. Sorrir dessa forma quando damos com alguém que tem uma tese definitiva renunciar à mesma de gatas, assim como os gatos nos telhados de noite, pensando que se não dá por eles, esguios, mas com aquele miar fininho que sempre os denuncia.


Dei por um gato desses, vadio, trapaceiro. Tinha uma tese limpa, arrumada, sem adversativas, com força apenas linguística, como tudo o que encerra alguma radicalidade.


Por detrás da tese, uma geleia, um gatinho a dobrar uma esquina escura, esquecido, mas nunca esquecendo, é-lhe irresistível, lá tem de miar, miau, miau; como arranhar a pessoa sem se contradizer, sem ser comido pelo cão? Talvez arranhando quem arranhou a pessoa. Miau, miau.


Vai uma espinha ou engasga?

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publicado às 15:37


O "só" é todo um programa

por Rogério Costa Pereira, em 27.05.10

Jornalistas condenados só por publicarem escutas.

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publicado às 10:53

A confissão de Helena Matos

por Isabel Moreira, em 26.05.10

Leio esta caixa de comentários e não acredito. Naturalmente não está, nem pode estar, em causa o estafado pseudo-caso das ajudas de custo da Deputada Inês de Medeiros para Paris, cidade da sua residência, ajudas de custo que, como é sabido, nunca pediu e que foram objecto de um parecer, de uma decisão que lhe atribuía y, sendo que a Deputada renunciou a esse direito. Caso arrumado.


 


Nada disto seria possível, naturalmente, se a residência de Inês de Medeiros não fosse em Paris. Isso atesta-se pelos documentos fiéis para o efeito, e não por aqueles que dão jeito a quem caluniou a Deputada, já se vê. Não se imagina os serviços do Parlamento debruçados sobre a lacuna que existe no normativo disponível numa situação como a de uma Deputada ter sido eleita pelo círculo de Lisboa, embora com residência em Paris, se, à partida, os dados da equação não estiverem correctos, não é verdade, isto é, se a Deputada não tiver sido eleita pelo círculo de Lisboa e se a Deputada não tiver residência em Paris.


 


Foi difícil e continua a ser difícil explicar a pessoas com cérebro activo e com capacidade de ler normas elementares que é normal, possível, nada da conta delas, uma decisão dos Partidos, uma Deputada ter residência no estrangeiro, no Porto, na Coina, onde for, e ser eleita por Lisboa. Foi o caso. Naquela caixa de comentários, Helena Matos acha-se no direito de perguntar e de indagar implicitamente da boa fé de Inês de Medeiros quanto ao sucedido, pelo que é bom que se perceba que, como o assunto Inês de Medeiros está arrumado, o que aqui está em causa é só e apenas a acrobacia aflita de Helena Matos.


 


Diz a colunista que não fala de fés. Eu falo da boa e da má fé, e a má fé de Helena Matos na caixa de comentários é de levar algumas pessoas menos avisadas ao Júlio de Matos. Não é, certamente, o meu caso, nem o de Inês de Medeiros, de certeza, estou em crer.


O que se passou, afinal?


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publicado às 19:35

Comissão de Inquérito - Gente articulada

por Isabel Moreira, em 26.05.10

Dando por boa esta notícia, é um mimo verificar, para roubar a terminologia a Miguel Sousa Tavares, a gula do Deputado Pedro Duarte, que apresenta de forma infantil, com aspirações a alguma articulação no dito, a conclusão definitiva seguida da inexistência de prova, assim:


Conclusão: " "É claro que estamos perante um negócio obscuro, politicamente dirigido, com o intuito de favorecer o Partido Socialista numa fase sensível, de campanha eleitoral."


Prova: "segundo os diferentes depoimentos já recolhidos na comissão podemos chegar à conclusão que, no mínimo, estamos perante uma história muito mal contada".


Nada, mas nada, portanto, se retira dos depoimentos, como e o próprio adianta de forma atabalhoada, mas tudo seria "mais simples" se  "fossem utilizados os documentos enviados à comissão pela comarca do Baixo Vouga".


Numa palavra, o Ilustre Deputado confessa que só provaria o que quer que fosse com base nas escutas, mas deveria saber que estas nunca poderiam servir como elemento bastante de prova, mesmo para quem admita a hipótese de as mesmas serem tomadas em consideração no decorrer dos trabalhos da CI.


Num Tribunal isso não é possível, tal como o não é numa CI, pois estamos perante meios de prova meramente indiciários.


Era o que nos faltava, assim, porque o Senhor Deputado não tem mais nada, porque tudo seria "mais simples", pois os depoimentos foram fracotes, toca a traçar conclusões exclusivamente com base em interpretações de escutas. Simples, Simples.


Mal lhe pergunte, mas o Senhor Deputado pensa que está em que Regime?

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publicado às 11:11

Espero que isto seja verdade.

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publicado às 10:59

Sim, Miguel Abrantes, passemos à frente

por Isabel Moreira, em 25.05.10

Ora aí está uma boa solução. Dar o assunto por arrumado porque Mota Amaral já decidiu. Do ponto de vista de Miguel Abrantes, que é o ponto de vista da luta política, absolutamente legítimo, concordo absolutamente. O assunto morreu.


Custa-me até hoje perceber que tanto tenha incomodado a Miguel Abrantes um outro ponto de vista, que é estritamente jurídico. Incomodou-o tanto que chegou a "pôr-me palavras na boca".


Estranho que me acuse de ser uma pessoa de ideias fixas. Se leu a minha tese de mestrado, como alega, pode ali descobrir o contrário, uma jurista aberta à evolução da dogmática e que termina o estudo de um tema complexo com abertura para um enorme caminho de investigação. Mais, nessa mesma tese, há uma evolução expressa relativamente a um relatório de mestrado.


Ideias fixas? Será ser-se uma pessoa de ideias fixas defender-se isto? Estou pasmada. Não sabia que era assim uma espécie de patologia ter-se a suprema lata de se entender que o nº 4 do artigo 34 não vem ao caso pelas razões que já aduzi tantas vezes que cansa, pelo que tudo o que ele (re) escreve cai por terra. Parece que o Miguel gosta de fingir que não leu o que eu escrevi.


Já expliquei - não já, Miguel? - que entendo que esse preceito não se aplica ao caso, que ele já foi aplicado judicialmente e que é por isso que a ponderação a fazer-se seria entre o interesse público a prosseguir pela CI e a reserva da vida privada, à qual se tem eventualmente acesso por via da tal ingerência nas telecomunicações anteriormente determinada em sede judicial. Também já expliquei - não já, Miguel? - que quem teria de fazer essa ponderação seria a autoridade judicial a quem os elementos foram requeridos e, depois, o Presidente da CI. Já expliquei que a resposta poderia ser positiva ou negativa,pelo que poderia ser positiva, certo?


Quanto à vocação contramaioritária dos direitos fundamentais, não vem ao caso, não tem nada a ver com isto, é impossível discutir serenamente num blogue essa matéria. Se o Miguel Abrantes tiver um apego a essa questão, um apego, vá, académico, desinteressado, com modéstia, recomendo-lhe isto.


Mas isso sou eu, está visto, eu que sou de ideias fixas, ao contrário do ultra-super-hiper-flexível Miguel Abrantes. Interpreto, interpreto, até ... o Mota Amaral decidir, não é? Como quando defendi, cheia de ideias fixas, a nulidade das escutas a Sócrates e as consequências disso. Ups, não, nessa altura eu não era uma pessoa de ideias fixas.


Mas, bem vistas as coisas, já na Faculdade era assim. Escrevia os relatórios de mestrado, alguns artigos e a tese sempre com um facto político em mente. Ideias fixas, portanto. Adiante.


 

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publicado às 16:16


Ninguém nos pára II

por Rogério Costa Pereira, em 25.05.10

Diz o seleccionador que o principal objectivo do jogo de hoje era que ninguém se lesionasse. Oi? Que tal cancelar todos os jogos e treinos de estágio? Depois, é só faltar aos jogos com a Costa do Marfim, com a Coreia e com o Brasil e eis-nos nos oitavos -de-final. Invictos e ostentando uma moral impecável, tendo em conta a realização praticamente total dos nossos objectivos. Digo praticamente porque parece que o Tiago já está assim a modos que lesionado. Agora a sério: será que o homem disse mesmo aos rapazes algo como "por favor, não se lesionem"?

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publicado às 00:48


Ninguém nos pára

por Rogério Costa Pereira, em 24.05.10

Depois desta jogatana já não tenho dúvidas, vamos mesmo ao mundial. Segundo as minhas contas, até podemos perder com os Camarões.

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publicado às 21:28

Esta notícia anda a fazer escola. Vários juristas afirmam que a aprovação do "casamento homossexual" veio permitir que os casais de lésbicas possam recorrer à inseminação artificial, porque a lei de 2006, que fixa o acesso à reprodução medicamente assistida, não estabelece diferenças entre os casais homo e heterossexuais.


Estava eu a pensar que seria bom recordar o maldito nº 2 do artigo 4º da LPMA, nos termos do qual "a utilização de técnicas de PMA só pode verificar-se mediante diagnóstico de infertilidade ou ainda, sendo caso disso, pelo tratamento de doença grave ou do risco de transmissão de doenças de origem genética, infecciosa ou outras", bem como o artigo 6º, para se ter em conta, conjuntamente com o primeiro, o espírito da lei, quando me dei conta que já há muito a Fernanda tinha explicado isto.


Lembrei-me do Pedro Abrunhosa: "é preciso ter calma..."



 


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publicado às 15:06

Vem o Miguel Abrantes, após uma troca de "impressões" que uma interpretação minha do nº 4 do artigo 34º da CRP gerou, e que pode ser entendida pela leitura deste texto, e pelas remissões que lá estão feitas, demonstrar, mais uma vez estupefacção, afirmando esta coisa que, agora, causa, em mim, e não nele, estupefacção: "O que me parece inteiramente descabido, aliás, é IM pretender que é preciso recorrer à analogia para qualificar como “ingerência” a utilização abusiva das escutas".


Perdão? mas quando é que eu invoquei a necessidade de recorrer à analogia? Foi o Miguel Abrantes e não eu quem, neste texto, recorreu à analogia, escrevendo assim: "Costumo perceber o que a Isabel Moreira escreve. Aqui não, porque apresenta um muito curioso e peculiar entendimento da expressão “ingerência”. Segundo nos tenta fazer crer, só há ingerência quando se escuta, mas já não quando se difunde e propaga o material escutado. Portanto, recorrendo a uma analogia: se eu tirar fotografias comprometedores da intimidade de alguém, estou a cometer uma ingerência na sua vida privada; mas se alguém as publicar na imprensa ou as colocar na net, isso já não é ingerência na intimidade da vida privada do retratado. Levar-nos-ia longe".


Estará o Miguel Abrantes recordado? Depois, em resposta a esta analogia, que eu considerei uma paródia, expliquei, precisamente, por que é que a ingerência nas telecomunicações tem um significado preciso. Ora, se tem um significado preciso, qualquer analogia simplista, com termos "sociais" para impressionar os leitores é descabida. Dá para reler o meu texto?


O que está em causa, na minha interpretação, estritamente jurídica, é uma invasão da reserva da vida privada. Quando a CI tem acesso às escutas, não está em causa a proibição de ingerência nas telecomunicações, excepto nos casos previstos na lei em matéria de processo criminal. Isso já foi feito quando foram ordenadas as escutas. O que aconteceu foi um acesso ao resultado dessa ingerência nas telecomunicações e, portanto, uma questão que se prende com a reserva da vida privada. Mais uma vez: dá para reler o meu texto e não confundir os leitores?


Depois pergunta-se: isso é possível? Depende. Depende de uma tarefa de ponderação entre o interesse público a prosseguir pela CI e a protecção constitucional da reserva da vida privada. Eu não sou responsável por essa ponderação. É a autoridade judicial a quem são pedidos os elementos e é, depois disso, o presidente da CI. O resultado pode ser sim ou não. Mas pode ser sim. O que nunca, mas nunca pode acontecer, como expliquei, é as escutas justificarem as conclusões da CI, sem mais elementos. Seria inadmissível. São elementos de prova indiciários. Jamais poderiam servir para provar, sem mais, o que quer que seja.


Esta é a minha leitura jurídica do caso. Jurídica. Jurídica. Acho que tenho de repetir isto muitas vezes. Porque é muito difícil discutir direito desinteressado com quem me responde com frases que não compreendo, como "na falta de procuração de Pedro Lomba".


É que eu não estou numa batalha política. Limito-me a interpretar preceitos constitucionais como colegas meus, tão mais habilitados para o efeito, o fazem.


Depois há o que acontece na prática. Primeiro diz-se que sim, que se pode aceder ao material em causa. Depois há um Deputado com o privilégio do acesso ao mesmo e que dispara adjectivos cá para fora,  parecendo seguro de que basta o que consultou para concluir tudo e mais alguma coisa, depois parece que já não se pode aceder ao material em causa. Naturalmente, acho tudo isto um horror. Mas o meu ponto não era esse.


Tinha quase, mas quase a certeza de que o Miguel Abrantes tinha percebido o meu ponto. Não só não percebeu como fez o favor de presumir que eu analiso os preceitos da CRP de boa fé. Agradeço, penhorada, a presunção. Mais: dou-lhe uma ajuda. Vá ler a minha tese de mestrado. De certeza que consegue apanhar vários parágrafos, em duzentas e tal páginas de direito, que, bem seleccionados, espetados num post, fazem de mim, para um olhar exterior, no mínimo, esquizofrénica.

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publicado às 10:29


Parabéns Rui

por Rogério Costa Pereira, em 23.05.10

«Rui Herbon acaba de arrecadar o Grande Prémio do Teatro Português SPA/Teatro Aberto com o texto dramático O Álbum de Família. O Prémio, no valor de cinco mil euros, foi entregue ontem à noite, na SPA, em cerimónia com a presença da Ministra da Cultura. O autor, que no próximo dia 25 de Maio lança o livro A Chave, já tinho sido agraciado nas letras dramatúrgicas, Prémio Maria Matos 2007 de Dramaturgia, com o texto Masoch.


A peça O Álbum de Família será publicada e representada no Teatro Aberto, no próximo ano. Reproduzo a nota de Rui Herbon que acompanha o texto original, com agradecimentos ao autor por ma ter disponibilizado:


"Esta obra, não sendo auto-biográfica, é uma tentativa de partir de trás para reconstruir-me, e tentar ajudar os espectadores a reconstruir-se. Saber que o edifício veio totalmente abaixo e, com novos tijolos e cimento, tomar consciência sobre uma nova realidade possível até à qual havemos de viajar.
O tempo não é recuperável; e o espaço tão-pouco. Quando passamos por um lugar, esse sítio já não volta a ser o mesmo. Cada momento morre em si mesmo, desaparece o momento e o seu espaço. O fluir é um vidro; não deixa nada atrás. Só ficam sensações, fitas magnéticas acumuladas no nosso cérebro que, ao pôr-se em marcha, umas motivam que surjam as outras, bombardeando-nos com milhões de impressões. Numa fita estão gravadas as sensações, noutra as emoções, noutra as memórias, noutra os espaços, noutra os tempos...


As memórias são como um rio parado, convertido em gelo. A fotografia é a morte da realidade. Quis reflectir nesta obra uma inquietude que tenho desde os meus primeiros anos de vida: a luta entre o que flui e o que permanece, entre o álbum e o comboio... Como nos pesa o que levamos sob o braço, e sob o coração - queiramos ou não -, no nosso projecto de futuro."» (ComLivros)

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publicado às 01:06

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