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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



O lado negro de Obama

por Rogério Costa Pereira, em 31.10.08

Por causa de tanto se falar do lado negro do Presidente dos EUA, decidi fazer um estudo sério sobre o assunto. Afinal, não é bem um lado, é uma zona específica atrás do pescoço, assinalada na foto infra.


 


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publicado às 23:33


Sousa Tavares ameaçado por 200 estivadores?

por Rogério Costa Pereira, em 30.10.08


De manhã, durante o pequeno-almoço, deitei o olho ao jornal do parceiro de balcão (era o 24 horas, mas a leitura roubada não pode ser exigente) e deparei-me, logo na 1ª página, com o título mais adoravelmente naïf e bruto que já me foi dado a ler: “Sousa Tavares ameaçado por 200 estivadores” - vd. imagem. Como não pude ler a coisa, pus-me a magicar nas razões que terão levado 200 estivadores a ameaçar o Sousa Tavares. Seriam eles os autores do tal blogue que o acusava de plágio? Haveria novos dados? Assim parvos, como os anteriores? Teriam os estivadores algo a ver com o roubo do portátil que continha o novo livro? Às tantas foi um estivador que lhe sacou o portátil, verificou que o livro atacava essa nobre profissão, reuniu 199 amigos e vai de ameaçar o Miguel: "nem penses em publicar essa coisa". Que cena. Entretanto, fui comprar o Diário de Notícias a um Quiosque meu conhecido e tive vergonha de perguntar pelo 24 horas - trata-se, afinal, da minha reputação. Enquanto esperava pelo habitual adiamento do julgamento, fui-me divertindo a magicar nos mais diversos cenários. Os 200 estivadores eram do Benfica, ou eram amigos do Pinto da Costa. Os 200 estivadores pertencem à Associação de Estivadores Vasco Pulido Valente. Se calhar, outra possibilidade bem plausível, o número 200 não é alheio à história. Numerologia, qualidades místicas dos números - vou deixar esta para mais tarde. Estiva e Santana Lopes? Estiva e Manuela Ferreira Leite? Estiva e ...? Caramba, mas que raio será? Uma cena gay marada? Estive quase quase - mas não comprei. Aguento-me até chegar ao pé da net. Aqui chegado, desilusão das desilusões! Segundo o Expresso, "Miguel Sousa Tavares pertence à associação cívica que está contra o projecto [alargamento do terminal dos contentores de Alcântara], o que fez com que fosse insultado à entrada pelos estivadores.". Que chocha realidade - não podia antes ter algo a ver com o Vasco Pulido Valente? Imaginar o Vasco a jantar no Gambrinus com 200 estivadores, enquanto maquinavam a coisa, é excessivamente engraçado. Tinha que ter sido isso!

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publicado às 12:15


Se Maomé não vai à montanha...

por Rogério Costa Pereira, em 29.10.08

"Das 609 escolas consideradas na listagem do DN, com base nas médias de exame às 20 disciplinas com mais inscritos, 502 (82,4%) chegaram pelo menos aos 9,5 valores. Uma subida assinalável face aos 66% de positivas do ano passado, impulsionada pela Matemática. Desta vez, a melhor do ano foi a Academia de Sta. Cecília." [DN]

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publicado às 11:32


Falta-lhes o ar

por Rogério Costa Pereira, em 29.10.08

 


 


Depois das notícias sobre a detenção de dois skins suspeitos de planear um atentado contra Obama, não resisti e fui dar uma volta por alguns blogues dos ditos nacionalistas. Por bem ilustrativo do que lhes vai na cabeça, neste momento em que estão prestes a ter um preto a liderar-lhes os destinos, publico um dos hilariantes gritos de revolta que encontrei:


 


"A SIC e a Antena 1 têm falado todo o dia no alegado atentado que dois skinheads racistas preparavam contra o candidato negro Barack Obama, em nome da supremacia branca e tal... e agora está um repórter, daqueles muito amantes de Obama, que diz que já Colin Powell deixou de concorrer não sei a quê porque a sua mulher tinha medo que lhe limpassem o sebo...  Agora repare-se no contraste entre o destaque que se dá a isto e o completo, integral silêncio sobre as ligações de Obama a um pregador muçulmano que incita à matança dos brancos e sobre as várias teorias que surgem nos EUA a indicar que o candidato afro-americano está ilegalmente no país..."

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publicado às 10:49


Ainda o pós-31 de Julho de 2008

por Rogério Costa Pereira, em 27.10.08

Nunca achei que a comunicação do PR ao país, de 31 de Julho passado, a propósito do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, e que na altura atingiu foros de fim da Gabriela, se reduzisse a uma montanha que pariu um rato. Como me pareceu na altura, este primeiro mandato do actual PR iria dividir-se entre o antes e o pós 31 de Julho de 2008. Tratou-se, obviamente, de uma clara viragem, e um decisivo recado político. Não se ocupem só de rever as inconstitucionalidades ditadas pelo TC, que, a ser assim, o veto político vem a caminho, avisou Cavaco.


 


Avisou, o aviso não foi acatado, e eis o anunciado veto político, que não há-de espantar ninguém.  Com efeito, e como bem diz Cavaco, "Impor ao Presidente da República, através de lei ordinária, a audição de outras entidades, para além daquelas que a Constituição expressa e especificamente prevê, significaria criar um precedente grave e inadmissível no quadro de um são relacionamento dos órgãos de soberania entre si e destes com os órgãos regionais."


 


Percebo, mas não aceito, a teimosia do PS nesta matéria. Mas também acredito que, reeleito César, o bom senso voltará a imperar - só um ingénuo não descortina aqui questões eleitoralistas. Ou então mude-se a CRP. O que não pode admitir-se é que uma lei ordinária se imponha à Constituição. Mais do que colocar em perigo aqueles equilíbrios político-institucionais de que fala Cavaco, começa a estar muito mais que isso em sério risco - é que nesta altura do campeonato dava-nos mais jeito uma injecção na testa do que uma guerra entre Cavaco e Sócrates.


 


(Raciocínio eventualmente menos bem parido, desta vez não me é exclusivamente imputável. Experimentem escrever um post supostamente sério com a vozinha de grilo falante do Anacleto Louçã em fundo - no Prós e Contras de hoje, que na 1ª parte tratou dos Fundos de Investimento Imobiliário: "é uma questão de seriedade, estão a fazer batota, isto é um truque publicitário".)

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publicado às 23:32


780 gramas de papel

por Rogério Costa Pereira, em 25.10.08

A propósito deste post do Vasco, lembrei-me daquela vez que me dediquei obriguei a ler 780 gramas de papel escrito por José Rodrigues dos Santos. Na altura, e após a esforçada leitura, escrevi isto:


 


Ao longo de quinhentas e tal páginas, que me pareceram mais de mil, José Rodrigues dos Santos “escreveu” algo que, de tão inqualificável, merece um qualquer prémio. Ainda que se invente ad hominem, mas merece. Entre novas versões do giz a arranhar no quadro, como a repetição até à exaustão do termo “Puxa!”, assim mesmo e com ponto de exclamação e tudo, e a invenção de um tipo da CIA que utiliza, até à dor (do leitor), a expressão “Você é um fucking génio” (o tipo fala em inglês, o autor traduz, mas, vá-se lá saber porquê, o fodendo mantém-se na língua mãe), o autor presenteia-nos com mais uma memorável cena de sexo, desta vez entre o sempre Noronha e uma iraniana chamada Ariana (Iraniana, Ariana, que os gajos não são árabes - o tipo sabe-a toda). Porém, lamentavelmente (tirai-os da chuva), desta vez não há sopas com leite de gaja, que o ambiente não é propício, e, certamente “derivado” à carestia, esta iraniana não parece dá-lo. Mas não temais, que a compra vale a pena da contrapartida pecuniária: na mesma cena do salto para a cueca, há por lá sucos com fartura.

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publicado às 23:04


(ATENÇÃO: Há spoilers!)

por Rogério Costa Pereira, em 24.10.08


 


Nada satisfeito com as (apenas) 3116 visitas de ontem e com as miseráveis 3156 de hoje (é certo que o dia ainda não acabou mas está-se mesmo a ver que não vamos atingir as 3500 que tínhamos previsto para este dia - e a jugular já vai com uma semana), e depois de pedir autorização superior (vocês sabem a quem), tenho o prazer de anunciar que em breve se juntarão a nós 5300 dançarinas eróticas, uma a menstruar como se não houvesse amanhã e as restantes a ovular que nem umas danadas. Teremos também um caniche residente e um padre para as manhãs dominicais. Para as tardes dos dias úteis esperamos poder contar com um clube de leitura, enquanto para o fim-de-semana ficarão reservadas as madrugadas do tupperware.


  


(Absolutamente fascinado com os excelentes resultados ao nível das audiências, copio esta excelente técnica de teaser blogosférico, ou será spoiler?, do blogue do táxi.)

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publicado às 22:15


Post a correr

por Rogério Costa Pereira, em 23.10.08

Estou sem tempo para grandes desenvolvimentos (deixo-os para o do outro canal), mas não queria deixar de sublinhar que com o episódio de hoje os Contemporâneos atingiram o topo do humor português. Nunca tive grandes dúvidas que os tipos eram bons, como logo ao primeiro episódio escrevi no blogue ora cindido, mas nunca imaginei que atingissem este patamar. Os moços estão com a corda toda e sobra-lhes liberdade para criar, o que, aliado à excelente mistura de fantásticos autores e actores, dá origem a sketches excelentíssimos como o Bin Laden Poeta e a Tradutora para Surdos, do magnífico Chato do Nuno Lopes. Espero que as queixas que o Provedor da RTP por certo receberá não os açaime.


 


Não fossem os últimos posts e mails (e coisas escritas em jornais) de Mascarenhas e poderia dizer que já há muito não me ria assim - infelizmente, não há nada que bata coisas como as "pressões ilegítimas sobre o primeiro-ministro".


 


Em tempo: dizem-me do Rato que tenho que acrescentar que foram extremamente infelizes nas paródias ao Governo e ao Sócrates. Pois, e isso!

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publicado às 23:38


Hoje tenho que dar o braço a torcer

por Rogério Costa Pereira, em 19.10.08

Após esforçada exibição, no seu estádio, perante cerca de vinte mil benfiquistas, o benfica conseguiu a proeza de, nos penáltis, eliminar  o Penafiel, clube que milita (é assim que se diz, certo?) na Segunda Divisão B. Sei que só devem ler isto amanhã, que agora estão no Marquês a festejar, mas quero aqui dizer-vos que hoje estão mesmo de parabéns.

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publicado às 23:27


Novas dos jugulandos

por Rogério Costa Pereira, em 19.10.08

O primeiro analista da realidade jugular acabou de publicar o tomo 2. Depois de revelar alguma satisfação, que se percebe, pela continuação do 5 dias (agora com novos membros - isto em relação a anteontem), aventa, referindo-se ao blogue onde escreve (parece que a revista é que já era, anteontem fiz confusão): "Aqui, neste blogue, a opinião sobre tudo é absolutamente livre e cada um é responsável apenas pelo que escreve."  Efectivamente, no 5 dias também era assim - nem uma única vez recebi um telefonema ou um mail a chamar-me à razão. Já aqui na veia nem por isso - diariamente, logo pela fresquinha, cada um de nós recebe um estafeta, vindo directamente do Rato, que, depois de se certificar que lemos com atenção as directrizes do dia, nos obriga a comer o papel com lacre e tudo. Quanto à questão da responsabilidade a coisa também tem uma tramitação estranha e complicada. Eu, por exemplo, sou responsável pelo que escreve a Ana, a Ana controla a Fernanda, que controla a Inês e assim por diante. A João, por exemplo, que me controla a mim, vai ter que responder por este post.


 


Entretanto, chegam-nos novas e divertidas perspectivas de outros cantos. Este acerta na mouche: com efeito, posso confirmá-lo, uma das causas daquilo que ele chama a "desplosão" do 5 dias foi o facto de o Galamba o ter comparado ao Ruca. A partir daí, confirmo, a coisa tornou-se insustentável - os que saíram e depois voltaram, após alguns dos que agora constituem a jugular terem saído, e os que ficaram não concordaram com a comparação, preferiam a mãe do Bambi. E nós, "Ruca ou vamos embora" - ficou Ruca, mas viemos embora na mesma. Não dava.

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publicado às 21:23


diz-me com quem andas...

por Rogério Costa Pereira, em 18.10.08

Nuno Artur Silva, em entrevista ao semanário do arquitecto, sobre a recandidatura de Santana Lopes, alegadamente avalizada por Ferreira Leite, à Câmara de Lisboa:





"Esse cenário, a confirmar-se, revela muito mais sobre ela - que foi eleita contra o que Santana e Menezes representavam - e sobre o PSD do que sobre Santana Lopes."


 


Efectivamente, o dos violinos de Chopin jamais dirá não a qualquer tipo de penacho que se perspective, e por isso será sempre um excelente aferidor da mentalidade de quem sobre o destino do mesmo tiver que se pronunciar.


 

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publicado às 19:14


tumor

por Rogério Costa Pereira, em 18.10.08

 


Não olhes para mim assim. Tenta não ocupar o meu campo de visão com essa tua gaifona de bezerro acabado de parir. Reconhece que não é coisa assim tão complicada e que é tarefa ao teu alcance. Mesmo tu serás capaz de a cumprir a contento. Não, lamento, não te odeio. Nada que merecesse sequer a pena ser escrito. Não te coles à parede quando passo, nem me peças desculpa por a tua massa ocupar espaço. Em cada palavra, até nos bons dias. Evita, isso sim, olhar para mim. Continuemos a respirar o mesmo ar contaminado. A partilhar os mesmos cheiros fétidos. Os mesmos sabores acres. A visão das mesmas pessoas. As que eu suporto e as que tu detestas. Porque eu as suporto. Não digas nada. Não te atrevas a dizer nada. Está tudo dito. E desde que a tua mísera figura se interpôs entre o destino do meu olhar. Simplesmente estava tudo errado. Mexias-te de maneira inconveniente. Vestias-te de forma descortês. O que noutra pessoa ficaria bem, em ti é uma chapada nas trombas. Andas a querer provocar-me. Está-se mesmo a ver. Nasceste para isso. Qualquer dia, levanto-me cinco minutos mais cedo e mato-te. Assim eu arranje dia para ser estragado com rotinas quebradas, que não é meu costume matar. Arrancava-te a vida do corpo. E tu havias de ser condenado por teres aparecido morto dessa forma desacostumada. Mas isso dá trabalho, teria de perder alguns minutos a pensar na coisa. Se fossem dez, passariam a ser quinze os minutos que te dedicava. E tu, perdido, está-se mesmo a ver que acabavas por morrer feliz. Perceberias, no último estertor, que te dediquei quinze minutos do meu dia. Os teus melhores, que nos outros se querem de fama. E isso está completamente errado, meu pequeno tumor reverencial. Há que reflectir. Até lá, evita apenas olhar para mim. Fecha os olhos. Havemos de pensar em algo melhor.



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publicado às 15:32


Amanhã vão fazer assim...

por Rogério Costa Pereira, em 18.10.08


 


Em menos de meia dúzia de horas já são dois os doutorandos em jugular. Ao Mascarenhas soma-se agora o Nuno Ramos de Almeida, que arrisca: "Está explicada a foto: é a fernanda a levar uma data de gente". Mais um tiro no porta aviões. Na foto de cima eu sou o da direita - com ar ensonado a ouvir a estratégia para o dia seguinte.

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publicado às 00:18


... e água benta

por Rogério Costa Pereira, em 17.10.08

Um tal de Mascarenhas (que escreve num blogue que eu julgava extinto) já se dedicou (gratos!) a ajudar-nos a escrever o livro de estilo da jugular. Foi ao dicionário (que é o que se faz quando não se conhece uma palavra) e procurou por Jugular. Encontrou "debelar, extinguir, decapitar, assassinar". Termina presumindo que não seria essa a nossa intenção. Não podia estar mais errada, a presunção.

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publicado às 22:34


Nossa Senhora do Caravaggio

por Rogério Costa Pereira, em 15.10.08

A Albânia foi o local de diversas colónias gregas, e mais tarde fez parte da província romana de Ilíria (em latim, Illyricum). Depois de ter sido conquistada por um conjunto variado de nações, foi absorvida pelo Império Otomano em 1478. Após a primeira guerra balcânica, a Albânia declarou a independência do Império Otomano (1912), mas o país permaneceu instável. Foi ocupada pela Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Quando os italianos saíram, a resistência stalinista liderada por Enver Hoxha tomou o poder. Até 1990, cinco anos após a morte de Hoxha, a Albânia foi um estado isolado quer do ocidente quer dos outros estados situados no outro lado da Guerra Fria, como a União Soviética e a China. Atualmente, está a ser implantada no país uma democracia de tipo ocidental. O país sofre problemas económicos e tem problemas com o crime organizado e com os refugiados do Kosovo. [wikipedia]


Em 15 de Outubro de 2008, 10 dos seus homens (...). Segundo rezam as crónicas a selecção humilhada adversária teve exibição tal que até a jogar sem adversário não lograria (...).

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publicado às 22:57


Emprenhar pelos ouvidos

por Rogério Costa Pereira, em 14.10.08

Por mais que mera curiosidade, gostava muito, mesmo muito, de conhecer os factos, mas factos mesmo - assim tipo provas, em que o Luis Rainha se apoia para aludir a "pressões governamentais no sentido de abafar a história da licenciatura manhosa". Quer no que respeita às "pressões governamentais" quer no que tange à "licenciatura manhosa". É que, nem de propósito, ouvi há tempos dois feirantes, eu vou a feiras - há aqui muito disso nas berças, dizer algo parecido. Fui ter com eles, tal como agora me dirijo ao Luis, e questionei-os. Curioso que estava. "É o que se diz por aí", responderam-me. Mas esses são uns palonços das beiras, por certo o Luis se saberá explicar melhor. Especialmente a parte em que refere: "A verdade é simples e triste: o nosso primeiro-ministro, depois de afanosamente procurar a forma mais expedita e menos trabalhosa de compor o currículo escolar, ainda teve o topete de mandar esconder a história, mal se viu apanhado." Conta, Luis, conta-nos tudo! A não ser que também seja de ouvir dizer, de te cheirar, espécie de depoimento indirecto mal amanhado. Nesse caso sentir-me-ia bastante incomodado e teria que concluir que o post que antecede o presente, ao melhor estilo do portugal profundo, representa tudo aquilo em que não acredito, tudo aquilo que repudio e abomino no portuguesinho habitual - a fofoca, a maledicência gratuita, o dizer mal só porque sim. Pior, teria que concluir que o Luis, ele sim, é o perfeito espelho do seu povo. Mas não há-de ser o caso - há-de ser bem alicerçada em provas, a coisa. Estou em pulgas! Em tempo: pensei que seria escusado referi-lo, mas pelo número de comentários que já apaguei, parece que não. Não é que queira cercear a liberdade de expressão dos estimados leitores, mas como não pactuo com a ofensa de outros direitos fundamentais em jogo, e o principio da concordância prática não tem aqui aplicação, escusam de tentar publicar comentários que sabem à partida que eu não aprovarei. Não é que só queira ouvir um lado, a questão é que aqui só existe um lado - tudo o resto são meras atoardas, às quais não darei guarida. O lado que existe, para que não restem dúvidas, é este: «Em comunicado (...) divulgado, e assinado pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida e pela procuradora-geral Carla Dias, "da análise conjugada de todos os elementos de prova carreados para os autos resultou não se ter verificado a prática de crime de falsificação de documento autêntico, na modalidade de falsidade em documento, ou de crime de uso de documento autêntico falso, envolvendo a licenciatura em engenharia civil de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa"» [DN]

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publicado às 20:21


O saracoteio do Professor

por Rogério Costa Pereira, em 14.10.08
«Santana parece-me o melhor candidato» - Marcelo Rebelo de Sousa, 28/09/2008, RTP1.
«No sábado, no semanário Sol, Marcelo disse discordar da solução Santana Lopes para candidato à Câmara de Lisboa e considerou a escolha como a decisão mais grave até agora tomada por esta líder», Diário de Notícias, 14/10/2008

A verdade é que compreendo perfeitamente esta mudança de rumo do Professor - 15 dias, nos tempos que correm, é muito dia.

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publicado às 15:07


página 256 do livro de cozinha tailandesa do Cristiano Ronaldo

por Rogério Costa Pereira, em 11.10.08

Isto não é um post. Vamos fazer de conta que isto é a página 256 do livro de cozinha tailandesa do Cristiano Ronaldo. Ora, sendo isto a página 256 do livro de cozinha tailandesa do Cristiano Ronaldo, quem está a escrever deveria ser o biógrafo oficial do Cristiano Ronaldo para as questões culinárias – secção tailandesa. Mas não, sou eu. Vamos então fazer de conta, para dar senso à coisa (coisa muito importante aqui, o senso), que eu sou o biógrafo oficial do Cristiano Ronaldo para as questões culinárias – secção tailandesa. Recapitulando: Isto não é um post, é a página 256 do livro de cozinha tailandesa do Cristiano Ronaldo, escrita pelo biógrafo oficial do Cristiano Ronaldo para as questões culinárias – secção tailandesa. Agora que estamos todos em sintonia, podemos dar de barato que vocês têm na mão o livro de cozinha tailandesa do Cristiano Ronaldo, correcto? O problema é que a página 256 do livro de cozinha tailandesa do Cristiano Ronaldo não tem nada de útil, pois corresponde exactamente ao fim da secção de sopas, podendo ler-se: “aqui chegados é só polvilhar com sal a gosto e eis a sua sopa de espiráculo de golfinho pronta a servir”, e ao início da secção de sobremesas, onde, após um longo intróito sobre a importância das sobremesas na cozinha tailandesa, se começa a discorrer sobre a primeira das sobremesas, a “Duas bolas de gelado de melancia na taça de metal”“Para fazer esta sobremesa é necessário dispor de duas bolas de gelado de melancia e uma taça de metal. Reunidos os ingredientes (…)”.



E pronto, tal e qual como eu dizia, um fim de sopa e um início de sobremesa. Só por si, convenhamos, não dá para nada. É pois óbvio que, para alcançar a lógica da coisa, necessitamos de descobrir as páginas 255 e 257 do livro de cozinha tailandesa do Cristiano Ronaldo. O problema é que tais páginas não existem – pois se isto é um faz-de-conta criado apenas para arranjar uma desculpa para escrever algo longo sobre a ponta de um corno, sem dar abébias. Não existindo as páginas, ficamos apenas com a sensação de que passámos ao lado de uma grande carreira, com as promessas de uma suculenta sopa e uma agradável sobremesa. Como se fazem? Nunca saberemos. Com isto tudo acabei por levantar duas questões de suma importância, que é como quem diz, procedi ao levantamento das mesmas, certo que as ditas estavam caídas no chão, mesmo ao lado do dinheiro do Multibanco. São elas: a ponta de um corno e as abébias que não se dão. Comecemos pela ponta de um corno. A ponta de um corno, “point of the horn” em inglês, é mais ou menos o equivalente ao vazio, ao nada, a coisa nenhuma. Assim como em “Ó Lopes, não vales a ponta dum corno”. Mas que fizeram os cornudos, “aqueles providos de cornos”, como em “a gaja merece é que lhe ponhas um par de cornos” para que lhes desmereçam assim tanto as extremidades dos chavelhos? Terá algo a ver com as abébias? A ver vamos. Portugal é, claramente, um país onde não se dão abébias. Toda a gente as tem e toda a gente as guarda, não as disponibilizando a ninguém. E pouco mais posso avançar. Ainda há poucochinho me dizia um amigo que o Sá Pinto é que era, nunca deu abébias. Daqui eu concluo que abébias não são socos, palmadas, murros nas trombas ou algo de semelhante cariz. Cheira-me, e isto do “cheira-me” é outra coisa que dava pano para mangas, mas isso fica para outro post, perdão, outra página 256 do livro de cozinha tailandesa do Cristiano Ronaldo, cheira-me, dizia, que a abébia é exactamente o contrário da ponta dum corno. As abébias não se dão, pelo que devem valer muito. Já as pontas de cornos, e porque ninguém as quer, não devem valer nada. As duas expressões funcionam como perfeitos antónimos, pelo que as podemos, e devemos, passar a usar de forma mais variada. Podemos, por exemplo, elogiar alguém, atirando-lhe: “És mais valioso que uma abébia”. Já de alguém que é um forreta ou que não dá hipóteses a ninguém, podemos, com propriedade, afirmar: “Aquele só dá pontas de cornos”, que é como quem diz que não dá nada a ninguém, as tais das abébias. É tal e qual como dizer, neste segundo caso, vox populi dixit, “Aquele gajo é um perfeito coninhas”. Ora, ora, este a talhe de foice vai a eito. Um perfeito coninhas em bom português é um fulano cujos contornos se assemelham a uma pequena e perfeita vagina, tipo não falta ali nenhum lábio, ou a uma vagina assim a modos que pró apertadita. Portanto, é uma expressão sem qualquer carácter objectivo. Quero dizer, o significado depende do sujeito que a profere. Experimentemos o segundo significado. Se for um admirador de vaginas assim a modos que pró apertaditas estamos perante um verdadeiro elogio, já se for alguém que se inclina para vaginas mais largas, tipo “vê lá não caias pelo ralo”, neste caso, então, devemos entender a coisa como uma ofensa. Em suma, ponto d’ordem, ponto d’ordem, ponto d’ordem - ponto d’ordem, se alguém nos chamar perfeito coninhas, devemos, antes de mais, perguntar-lhe que tipo de vaginas prefere. Assim tipo “diz-me de que vagina gostas, dir-te-ei se te vou às trompas ou às trombas” – é conforme o género do indivíduo. Esta página 256 do livro de cozinha tailandesa do Cristiano Ronaldo já vai longa, pelo que se impõe um fim. Ei-lo: Fim!

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publicado às 23:06


Luz #1

por Rogério Costa Pereira, em 09.10.08

Há exactamente um ano percebi na plenitude a propriedade da expressão “dar à luz”. Dei por mim contigo nos braços. Um desconhecido, que nem meio metro de gente era. E no entanto daria naquele momento a minha vida por ti. Tentei reconhecer-nos em ti, reconhecer-te em nós. Nada. Não pude. Lembro-me da primeira roupinha que te vesti, ali, com 5 minutos de vida. Tu e eu, ambos com 5 minutos de vida. Um casaco azul por cima. Vou ali já venho, disse a enfermeira - vá-o vestindo. E vesti. Ao mesmo tempo que me degladiava com as instruções da caixa de recolha das células estaminais. E tu dormias ou tinhas os olhos fechados. Coisa que o valha. Deus meu. Que coisa tão forte, quem é que se recusa a passar por isto? Quem é que voluntariamente se recusa a ter um vislumbre de Deus? A tua mãe, exaurida, ainda não te tinha visto. O que é que eu faço? De que cor são as paredes? O tecto? Chove ou faz sol? Que dizem os jornais? Pára! Pára de rodar por um instante, que eu quero apreender tudo, até ao mais ínfimo pormenor. Antes, minutos antes: não queira ter o filho pela boca, mulher, que seria caso nunca visto. Força, força, amor. Já o vejo. Já o vejo. Já nos vê. Levantei a cabeça, tu choravas, eu chorava, ele chorava, o quarto sangrava. Os internos que assistiam olhavam para nós fascinados. Era fascínio, espanto, era também alguma cegueira, causada pela luz imensa que se fez naquela sala. E para a qual eles não estavam preparados. Nem nós, mas nós pudemos chorar para limpar os olhos. Ainda hoje sinto um nó de felicidade na garganta de cada vez que me lembro desse dia, desses instantes. As palavras são muito pouco e poderia estar aqui o resto do dia a debitá-las que nada acrescentaria ao que já disse. Luz, acima de tudo é isso. Uma luz imensa, divina. Como se alguém muito grande e com uma mão muito grande, tivesse carregado num interruptor muito grande e acendido uma lâmpada muito grande. Foi de parir. Esse alguém e essa mão e esse interruptor e essa luz. Foi de parir. Ao parir assim, e parimos os três, faz-se essa luz imensa. Dá-se essa luz, diferente de dar alguém à luz. Filho, um ano, e no entanto parece que foi no início desta carta que ora te deixo. Sei que daqui a cinquenta anos te diria o mesmo. Parece que foi mesmo agora. Há-de parecer sempre. Como se mesmo agora. E cada vez que te olho, a mesma luz desce sobre mim. A luz que nos alumiará aos três, para sempre. Haja o que houver. Ser pai, ser mãe, ser filho. Há um ano. Parabéns, meus amores.

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publicado às 12:48


Assino por baixo*

por Rogério Costa Pereira, em 09.10.08
"Anda no ar uma qualquer união entre o PCP e o Bloco, pela sublime razão de aparecerem sondagens a torná-la interessante. O oportunismo político destes dois partidos já saliva com a visão da terra prometida onde os amanhãs cantam a dançam, enquanto o maná é produzido em cooperativas. Se acontecer uma hecatombe que os leve para o poder, é inevitável que o Daniel Oliveira e o Bernardino Soares dêem voz de prisão ao Papa no caso deste ter a estultícia de vir a Fátima promover a SIDA e os abortos. E se o facínora resistir, vai de arrastão." [Valupi, Aspirina B]

E leiam os posts linkados e respectivos comentários. Um must. Como diria o Daniel Oliveira, perdão, como diria Daniel Oliveira, "Lamentável e revelador". No que toca a este último, claro. * Estive para intitular este post "dano colateral provocado pelo alargamento do Cinco Dias cita aquele que transforma uma Aspirina num Valium". Depois de reflectir, mudei de ideias - era muito comprido, ia ocupar mais do que uma linha e os títulos com mais do que uma linha não saem justificados. Ficam alinhados à esquerda. Uma linha mais comprida do que a outra. Feio.

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