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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



Franz Liszt - O supra-sumo do piano

por António Filipe, em 31.07.12

No dia 31 de Julho de 1886 morreu, em Bayreuth, na Alemanha, o compositor húngaro Franz Liszt. Tinha nascido a 22 de Outubro de 1811, em Haiding, na Hungria.
O seu talento precoce ao piano surpreendeu a nobreza local.
Começou jovem a deslumbrar todos, incluindo Beethoven e Schubert. Destroçou corações de senhoras nobres, que por ele abandonaram os maridos. Conta-se que durante uma recepção num palácio, o chapéu de Liszt caiu, rolando pela escada abaixo. Uma princesa russa exclamou: "Senhor, o seu chapéu caiu!". O compositor respondeu: "Não se preocupe! Por causa do seu encanto já perdi a cabeça, de modo que o chapéu não me serve para nada". Assim era Liszt. Amado pelas mulheres e admirado pelos homens.
Viu casar uma sua filha com o prodigioso e controverso Richard Wagner. Ensinou ilustres alunos e ajudou generosamente músicos famosos. Donizetti, Berlioz, Schumann, Wagner e Verdi são apenas os mais conhecidos nomes de grandes músicos que Liszt ensinou, ou apoiou, ou influenciou. Aluno muito encorajado e elogiado por ele foi também Vianna da Motta, nome dos maiores da História da Música em Portugal.
Mas a História recorda Liszt, acima de tudo, como virtuoso pianista e genial compositor. Ele fez com o piano o que Paganini tinha feito com o violino: levou a execução do instrumento ao extremo do virtuosismo e compôs peças e obras pianísticas que continuam a ser as de mais difícil execução.
Ao tentar entrar para o conservatório de Paris, foi impedido pelo director "por ser estrangeiro". O director era o italiano Luigi Cherubini. Não desistiu e começou a estudar com professores particulares. Festejado como virtuoso, foi para Viena, para aperfeiçoar os seus conhecimentos. Mais tarde, mudou-se para Paris, onde o seu talento sobressai. Entre os seus amigos encontramos Chopin, Berlioz, Schumann, Victor Hugo, Lamartine e outros grandes nomes do movimento Romântico, do qual Liszt é um dos expoentes máximos. Em 1842 vai para Weimar, assumindo o cargo de mestre-capela. Graças a ele, Weimar destaca-se como centro de peregrinação musical. Inúmeros compositores vão até lá, sequiosos de conhecer o famoso pianista húngaro.
Em 1861, Liszt deixa a corte de Weimar, partindo para Roma, com a intenção explícita de se tornar padre. Recebe as ordens menores em 1865, mas não chega a ser ordenado.


Liebestraum nº 3, de Liszt
Piano: Lang Lang

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