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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



Sviatoslav Richter – Pianista ucraniano

por António Filipe, em 20.03.12

No dia 20 de Março de 1915 nasceu em Zhitomir, na Ucrânia, o pianista Sviatoslav Richter, considerado um dos maiores pianistas clássicos de todos os tempos. Filho de uma russa e de um alemão, tinha um espírito independente, preferindo seguir os seus instintos a aprender com outros pianistas e, por isso, as suas interpretações são únicas. A obsessão pela qualidade e perfeccionismo tornou-o num crítico feroz, sobretudo de si próprio. Ainda criança, teve as primeiras lições de música dadas pelo pai, Theophile, que era organista. Desde cedo, mostrou-se autodidacta e assim foi desenvolvendo a sua técnica excepcional, tocando as músicas de que mais gostava. Aos oito anos, tocava passagens de óperas (principalmente de Wagner, Tchaikovsky e Verdi), hábito que manteria, quando adulto, em reuniões informais com amigos. O instrumento que mais o apaixonava era a voz – e fez-se pianista acompanhador, na Ópera de Odessa. Tinha então 15 anos. Depois, o célebre Prof. Heinrich Neuhaus desanimou com a indisciplina e a irreverência dele no Conservatório de Moscovo. Mas Sviatoslav ganhou todos os primeiros prémios de piano.
Cresceu em Odessa onde o pai leccionava no Conservatório. Convivia com Emil Gilels e David Oistrakh, dos quais, futuramente, se tornaria parceiro de concertos. A sua primeira apresentação em público aconteceu a 19 de Fevereiro de 1934, em Odessa. O repertório incluía obras de Chopin, todas de grande dificuldade. O recital foi um sucesso e a carreira de Richter como virtuoso tinha começado. Deu vários concertos pela Europa e Estados Unidos, mas preferia actuar para o público do Leste Europeu, apesar de mais mal pago. Dizia: "prefiro o entusiasmo das plateias de Novokuznetsk às aclamações artificiais de um Carnegie Hall, de Nova Iorque". Ao piano, tocava com intensidade, com sinceridade, com liberdade de interpretação, com virtuosismo. Tocou piano durante 60 anos. Tocou tudo, tocou todos os compositores, tocou em todos os palcos e em todos os estúdios. Quando morreu, no dia 1 de Agosto de 1997, muitos disseram que nunca se tinha ouvido ninguém tocar assim. Talvez isto fosse um exagero, mas ninguém que goste de ouvir piano, de olhar as montras de grandes discotecas ou ler revistas musicais (mesmo que seja só a capa) ignora o nome do pianista Sviatoslav Richter.

 
1ª parte do Concerto nº 1, para piano e orquestra, de Liszt
Piano: Sviatoslav Richter

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