Exportar pastéis de nata e produzir bacalhau
Aí está uma boa maneira de dar a volta ao problema! Exportar e deixar de importar, nós que comemos milhões em bacalhau que a Noruega já produz em imensas quintas marítimas. Nós temos tudo, um mar imenso, um povo que é dos que mais come peixe. Temos uma costa com imensos estuários, é só deixar entrar a água e depois não deixar sair os peixes, dizia-me um americano que esteve cá em Portugal há trinta anos, "essa é que é a vossa riqueza, mais que o sol e a praia".
A nossa mentalidade é que é provinciana, foi um fartote quando o Álvaro falou em fazer uma cadeia de franchising mundial para os pastéis de nata. Avançar de vez para a criação de peixe em off shores, quintas marítimas, criar o peixe como se cria o gado, em cativeiro em vez de andar atrás dele. Também já provamos que somos capazes de inovar e investigar em novas tecnologias mas nada impede de "transformar simples actividades em contas de exploração positivas" , não ter medo de ter lucro.
É assim, a trabalhar no que sabemos que saímos da pobreza, não é andarmos ainda e sempre à volta dos grandes investimentos do estado, das grandes empresas, dos negócios de compra e vende que apenas muda o dinheiro de mãos.






